esse aqui é do meu baú, escrito lá pra agosto/setembro. escrotices da minha cabeça...
TESTEMUNHO
Pois aqui estou novamente! Volto às origens. Ao berço em que fui embalado. À segurança dos quentes lençóis de minha infância. Já não mais agüentava aquela vida maldita; sofrida! Já cedo vi. Vi acontecer um tal de ‘impeachment’ Que, na época, eu não sabia o que era – achava legal um monte de gente da rua com a cara pintada. O que ainda esqueci de citar – mesmo porque nem vi – foi o fim da ditadura. Eu estava nascendo. Não entendia nada de nada por volta da metade da década passada. Vi transições, muitas transições. De moeda, de política, de ministros (foram tantas), até de presidentes. E o que tenho a dizer de tudo isso que eu vi: UM SACO! Há pouco, vi uma nova eleição. Digo, uma nova mudança. Depois de décadas de domínio da extrema direita, ganha a presidência um governo “esquerdista”. Confesso que nele votei. Aquele sentimento romântico de mudança; de igualdade já me dominava há algum tempo. Talvez seja herança de família, quem sabe? Achei que algo mudaria. Até o último momento mantive a esperança. FIASCO! Foi uma lástima, se foi culpa do governo vigente na época, eu não sei. Mas foi na mão dele que “a bomba” estourou. E então eu vi, pela segunda vez, um impeachment. Dessa vez, o povo marchava com as bandeiras: “SIM A ALCA E AO FMI!”. Haha, até que foi engraçado (sob um olhar otimista). Houve grandes confrontos civis: a favor x contra o governo. Foi aí, nesse momento, que eu morri. Agora falo daqui, do meu céu. Aqui é lindo, e lá embaixo, anda tudo vermelho. Sabe se lá porque? DESCANSO.
para terem uma idéia do tédio em que estou vivendo nessas "maravilhosas" férias: *só consigo dormir às três horas da manhã, ou mais. consequentemente ando acordando pro lanche (isso se eu lanchasse!). *ando pensando em passar uns dias em neropolis, na chacara com o meu pai. e isso é muito critico! *assisto a uma média de três filmes por dia, tudo na tv a cabo, porque não tenho dinheiro para locar. *essa situação financeira medonha deixa tudo ainda mais crítico, já que sem dinheiro não se faz porra nenhuma! só ontem à tarde eu li um livro inteiro em duas horas - pode não ser muito rápido, mas pra mim é -, tudo bem que o livro tinha apenas cem páginas, mas da xou em vários bem mais grossos. chama-se 'ninguem escreve ao coronel', de gabriel garcia márquez. é como se fosse um apêndice de 'cem anos de solidão'. pros que gostaram desse último (né eduardo?) eu recomendo que leiam o primeiro.
Informo que mais uma vez meu pc num tá funcionando... dessa vez ele explodiu.... Por esse motivo num escreverei mais com frequência aqui... Beijos pra todos
Amanhã essa mente virtual sairá de férias (merecidas), não irá ler jornais, ver computadores pela frente, ouvir músicas imbecis de vizinhos chatos, ouvir a tv ligada, se preocupar com besteiras de políticos ladrões, respirar o doce ar poluido do centro de Goiânia, ver metaleiros, hippies, punks ou qualquer outro produto industrializado (pelo menos esses que aos domingos estão na praça do sol), etc. Hasta la vista, muchachos!
uma corrente se ergue por de baixo dos meus pés, do chão, percorre todo meu corpo apertando-o, preenchendo minha carne com seu metal frio, seus elos me envolvendo, em minha boca há uma mordaça, todas as palavras saem vãs, meu único refúgio é uma visão do céu, que me preenche, que afasta as correntes, liberando um pouco essa mordaça, mas não consigo lhe agradecer, me vejo perdido, sem palavras, enquanto produtos falam, andam, comem e gritam ao meu lado sob o consetimento dos abutres loquazes... tudo que quero lhe dar é o que está de tras de tudo isso que quero dizer, lhe agradecer tudo o que fez por mim, toda a luz que me trouxe e tudo aquilo que me proporcionou... obrigado e desculpa, Ju. Te amo!
Escrevo para protestar contra a aprovação do aumento dos salários do poder executivo aprovado no começo desse ano que se inicia. Primeiramente quero lhe dizer que não pertenço a nenhum tipo de partido político, grupo religioso ou qualquer movimento afim. Venho com o direito de cidadão brasileiro e goiano lhe dizer que repudio qualquer tipo de hipocrisia.
Resultado de uma história onde patrões, latifundiários e estrangeiros escravizam, roubam e exploram a todo custo a população brasileira, a atual situação brasileira é crítica, onde em um dos países mais ricos do mundo, em recursos minerais, vegetais, fauna, flora, energia e populacional, há um dos maiores índices de desigualdade social do planeta. Cabe a nós, que pertencemos a “elite intelectual” brasileira, pelo menos, fazer-mos o possível para amenizar a exploração de nosso povo.
Pelo que tenho visto, na minha pouca história de vida, é que os políticos brasileiros pouco fazem, ou nada, para o povo que o elegeu, se restringem apenas a garantir a uma elite política e econômica as suas regalias, sobrando para o povo apenas a fé em um deus redentor ou esmolas de um governo populista/patriarcal. Essa fé torna o povo cada vez mais submisso, a qualquer coisa que se pareça com autoridade, e aliena em uma vã esperança de que tudo será melhor depois da morte, enquanto recebem de braços cruzados e boca aberta as esmolas do governo, vide vale-gás e outras baboseiras do gênero, garantindo apenas as forças para trabalharem dia-a-dia, sol a sol, para o enriquecimento de grandes proprietários e empresários.
É no mínimo uma afronta a inteligência da população esse último aumento salarial aprovado, de 53%, que aumentará o salário para aproximadamente R$22.000, em um país onde o grosso da população recebe menos de R$200 por mês. Aparecendo na televisão dando desculpas estapafúrdias e rindo de lado, com um olhar de desdém para toda os eleitores e para toda a população, que de braços cruzados e nó na garganta assiste ao saque de seus bolsos e de suas contas bancárias pelos “homens” que até alguns meses atrás se arrastavam em troca de votos.
Exijo, como eleitor e cidadão, que os políticos rejeitem tal aumento salarial, em nome de todos aqueles que sofrem, sofreram ou sofrerão pela miséria nesse país. Peço a todos os cidadãos que levantem de suas poltronas e não aceitem mais qualquer tipo de imposição, mascaramento da realidade, mando ou desmando, seja eles vindo de pastores, padres, policiais ou políticos. Concito a todos os setores da sociedade que saiam ao protesto de rua e reivindique seus direitos.