Pra nao dizer que nao falei em flores (Geraldo Vandré)
Caminhando e cantando e seguindo a canção Somos todos iguais braços dados ou não Nas escolas, nas ruas, campos, construções Caminhando e cantando e seguindo a canção
Vem, vamos embora que esperar não é saber Quem sabe faz a hora não espera acontecer
Pelos campos a fome em grandes plantações Pelas ruas marchando indecisos cordões Ainda fazem da flor seu mais forte refrão E acreditam nas flores vencendo canhões
Vem vamos embora que esperar não é saber Quem sabe faz a hora não espera acontecer
Há soldados armados armados ou não Quase todos perdidos de armas na mão Nos quartéis lhes ensinam antigas lições De morrer pela pátria e viver sem razão
Vem vamos embora que esperar não é saber Quem sabe faz a hora não espera acontecer
Nas escolas, nas ruas, campos, construções Somos todos soldados, armados ou não Caminhando e cantando e seguindo a canção Somos todos iguais braços dados ou não
Os amores na mente, as flores no chão A certeza na mente, a história na mão Caminhando e cantando e seguindo a canção Aprendendo e ensinando uma nova lição
Vem vamos embora que esperar não é saber Quem sabe faz a hora não espera acontecer
Encontrei essa música num site anarquista americano, fiquei surpresa.
Nossa, tenho tanta coisa na cabeça pra postar.... Tentei entrar nos últimos dois dias, mas meu irmão estava ocupando o pc... queria um computador só meu!
Na quinta-feira passou um programa, no mínimo, curioso na tv Cultura local. O programa do Rosenwal Ferreira, Opinião em Debate, trouxe como entrevistados o presidente do Getrans ( o louco que desorganiza o transporte ), o Elias Vaz ( megalomaníaco... ), um professor da UCG que só sabia citar exemplos de metrópoles desenvolvidas, e uma promotora mongol! Resumindo, o programa foi cômico, com respostas sem conteúdo, e tal... e no fim, pagação de pau pro Elias... Só rindo!
Ontem, no Jornal Nacional, deram a notícia de que acharam mísseis FRANCESES em Bagdá. Precisa dizer mais?!
essa foto que se chama "espelho", mas que eu - atrevidamenyte - chamo de 'paradoxo real' , foi retirada do ótimo blog fotoblog, que conheci ao visitar o site do fotógrafo Marcelo Min, que por sua vez vi na revista caros amigos. a foto foi tirada num posto de abastecimento, uma mancha de 'petróleo' refletindo o céu... ah, todos os links são ótimos. visitem.
Vítimas de nós mesmo a realidade se vê abandonada, deixada às moscas que se alimentam do pútrido odor que é solta no ar. Vigilância estática, natural, a normalidade cuida de si mesmo enquanto chafurdamos o repetitivo ir e vir de nossa vida, nos afundando em lama buscando imaginárias pérolas. Como porcos, como vítimas.
Boca fechada e olhos espelhados repletos de um vazio incomensurável, imagens distorcidas, delírios febris de uma realidade utópica, enquanto ao nosso lado nos assaltam, vilipendiam nossos sonhos trocando-os por míseros reflexos, lusco-fusco, tilintar de um som qualquer. Vida mecânica de um robô que ama, que se vicia em repetir atos sem sentido e fora de lugar. Sofrendo de uma colonização mental e lutando contra um inimigo que não mais existe pois este está já alojado nas paredes do seu cérebro e nas marcas que o cobrem, até mesmo no prazer que acredita ser inocente. Inocente seria a sua ignorância, seu traço de um ser castrado por sua própria falta de crítica, que se entrega diariamente à orgia oferecida por quem lhe pisa a garganta. Acredita no progresso, não mais em Deus, na democracia, não mais na Liberdade, sente-se livre por não ver seus grilhões enquanto o mais perto de si este está alojado, na paranóia que o faz consumir tudo como um monstro voraz, não acreditar como uma máquina e não lutar como um animal.
Apenas lembranças de um nascimento que lhe abriu os olhos, velhas memórias em algum álbum de fotografias, respira então com dificuldade devido à ganância de Ter mais do que aquilo que a sua realidade febril pode suportar, procura então por ar se apoiando em mentiras, vivendo em eternos paraísos artificiais, alugando felicidades fugazes, mistura de ódio e abatimento. Percebe o que vê, mas não acredita no que percebe apenas contempla o toque das suas mãos, os bolsos de sua calça e um buraco em sua alma que a recobriu com retóricas, medos e concreto. Luta pela simplicidade mas morre acreditando nas próprias mentiras. Ser vil, encapuzado, engravatado, lobo de si mesmo, se perdeu no labirinto construído por suas próprias mãos, na vergonha de não possuir mais um nome, de apenas buscar algo por si mesmo, sem sentido, sem propósito, sem retorno; seu lucro, sua alma. Por isso arrasta tateando o chão e o que encontra é a imundice que um dia deixou estar.
Blá, blá, blá... estou novamente me sentindo sozinha... parece até que isso é uma fase, sabe?! E daí, meu pensamento voa o tempo todo. O mundo paralelo já está me atormentando muito. As idéias rodam.............wow.......... bicicleta, carta de amor, viagem, surto... as coisas mais loucas, sem sentido. Algumas cenas nem me comovem mais. Ninguém bate na minha porta pra me oferecer nada. So what? Quero sair voando, estou cansada de ficar sozinha... Oi pra vocês, amigos!
Presenciamos na última quinta-feira, dia 03 de abril de 2003, um fato lastimável, porém histórico em nossa singela capital. Esgotada com a crise em que se encontra o transporte público na “Grande Goiânia” – que nunca foi de qualidade, e piora cada vez mais e mais – a população tomou atitudes drásticas contra as empresas concessionárias, destruindo alguns veículos. Claro que radicalismo não é o melhor dos caminhos a se tornar, mas foi uma atitude extremamente justificável, ao pensar que o povo acorda de madrugada para ir trabalhar e não consegue tomar um ônibus e, quando consegue, encontra-o completamente lotado e ainda chega atrasado. Isso é um absurdo, pois todo cidadão tem direito a transporte público, direito esse garantido por lei. E praticamente não o há em Goiânia. Não falo nem em transporte de qualidade, pois isto é um sonho distante, pois a ganância dos empresários do setor nunca permitiria. Daí vem os tais empresários e – para exclusivamente proteger seu patrimônio – retiram toda a frota das ruas, deixando milhares e milhares de pessoas sem nenhum meio de condução viável. Assim como não acredito na versão dos empresários, de que os líderes do transporte alternativo – ou “Os Alternativos”, como foi citado na televisão local – tenham incitado a população a tais atos de violência, não acredito em “teorias de conspiração”, onde os próprios representantes das concessionárias teriam o feito para justificar um aumento de tarifa. Acredito sim que a população brasileira no geral esteja de saco cheio, e que esteja aprendendo quem são os verdadeiros “vilões”. Não posso deixar de mencionar a ridicularidade da atitude do SETRANSP* (Sindicato das Empresas de Transporte de Goiânia), que no meu ponto de vista não passa de puro coronelismo de uma elite atrasada, com comportamento basicamente agrário, muito peculiar à nossa “querida cidade”. Acho que HP e Rápido Araguaia (empresas concessionárias) só podem estar comemorando o aniversário da “Revolução de 64” – também muito conhecida como Golpe Militar.
Vítor Tepê
*Obs.: É muito ridículo, em Goiânia tem sindicato de burguês.
essa aqui é mais uma das maravilhas do lost art, um dos melhores saites de fotos que conheço(valeu alanna). essa cidade é praga. pode falar... é deslumbrante! na minha tour pela Europa eu heid e visita-la postei isso porque tava assistindo triplo x (xxx), que uma bosta tão nojenta que chega a ser constrangedora. mas a cidsade em que se passa...
Tríade sagrada: Fernando Pessoa Drummond Augusto dos anjos
Por gostar demais dessas três criaturas vou compartilhar tal sentimento com vocês. Se nao gostarem avisem.
Elegia 1938 Carlos Drummond de Andrade
Trabalhas sem alegria para um mundo caduco, onde as formas e as ações não encerram nenhum exemplo.
Praticas laboriosamente os gestos universais, sentes calor e frio, falta de dinheiro, fome e desejo sexual.
Heróis enchem os parques da cidade em que te arrastas, e preconizam a virtude, a renúncia, o sangue-frio, a concepção. À noite, se neblina, abrem guarda-chuvas de bronze ou se recolhem aos volumes de sinistras bibliotecas.
Amas a noite pelo poder de aniquilamento que encerra e sabes que, dormindo, os problemas te dispensam de morrer. Mas o terrível despertar prova a existência da Grande Máquina e te repõe, pequenino, em face de indecifráveis palmeiras.
Caminhas entre mortos e com eles conversas sobre coisas do tempo futuro e negócios do espírito. A literatura estragou tuas melhores horas de amor. Ao telefone perdeste muito, muitíssimo tempo de semear.
Coração orgulhoso, tens pressa de confessar tua derrota e adiar para outro século, a felicidade coletiva. Aceitas a chuva, a guerra, o desemprego e a injusta distribuição porque não podes, sozinho, dinamitar a ilha de Manhattan.
Sempre sinto uma culpazinha por nao escrever quase nunca e quando escrevo sao besteiras, queria conseguir dizer o que sinto, sao tantas coisas que sinto, boas ruins, estranhas, mas ja que nao vou escrever deixo um poema que diz o quer nao consigo mas quesinto. Sobre a guerra, o mundo, sobre nós mesmos.
Congresso Internacional do Medo
Provisoriamente não cantaremos o amor, que se refugiou mais abaixo dos subterrâneos. Cantaremos o medo, que esteriliza os abraços, não cantaremos o ódio porque esse não existe, existe apenas o medo, nosso pai e nosso companheiro, o medo grande dos sertões, dos mares, dos desertos, o medo dos soldados, o medo das mães, o medo das igrejas, cantaremos o medo dos ditadores, o medo dos democratas, cantaremos o medo da morte e o medo de depois da morte, depois morreremos de medo e sobre nossos túmulos nascerão flores amarelas e medrosas.
oi, acabei de mudar de casa, vou ficar um tempo sem escrever pois nao tem telefone em casa,na verdade nao tem nada la ................................................................................................................
todos, ate mesmo amiguinhos de outros lugares estao convidados a me visitarem na minha nova casa nova. ................................................................................................................
amanha as aulas na faculdade começam, que medo. medo de ser muito burra.