Por que ainda se discute religião?
Depois de algumas discussões – sadias, diga-se de passagem – que tive com alguns colegas. E de outras discussões nem tão sadias assim que vejo na mídia e nas ruas cheguei a esta simples questão: Por que ainda se discute religião?
Salvos desta questão, claro, estão alguns cursos, como a teologia, em que ela é o cerne da discussão. Ou não. Talvez os teólogos, em algum momento, também ‘caiam’ em contradição.
O fato é que o que se vê e se constata é que a discussão acerca da religião, num contexto amplo, no qual não se incluem as visões fechadas de algumas crenças religiosas, não passa de perda de tempo. É praticamente impossível mudar a opinião de um fundamentalista. Ele se atém a uma fé cega. Não enxerga os fatos que lhes são evidenciados.
Por que ainda se discute religião, meu Deus!?
Por que Deus não ilumina logo a todos lhes dando o dom da tolerância? A única solução para esta questão é a tolerância. Que os fiéis parem de querer convencer os demais que a sua religião é melhor que a deles. Ou que isto ou aquilo é demoníaco.
A briga que se dá aqui em Goiânia é mais de cunho político que religioso. Os evangélicos querem ocupar espaços. Não querem compartilhar a cidade com outras religiões (e este nem é o caso, pois os orixás que flutuam sobre o lago do parque Vaca Brava são obras de arte, concebidas por um artista plástico).
Os evangélicos, em sua maioria neopentecostais, dizem com todas as palavras que Goiânia é uma cidade de Deus. Como se as outras não fossem. Querem fazer de Goiânia o pólo evangélico do Brasil.
Ao que parece, há uma igreja na dianteira dessas manifestações. A Ministério Comunidade Cristã. Aquela que tomou o canal educativo da UFG. Parece-me que querem tomar o lugar da Universal como maior igreja evangélica. E parece que escolheram Goiânia para ser o palco dessa briga. O inicio dessa empreitada.
Aí, amigo, eu recorro ao bordão: Deus me livre!
posted by pedro palazzo | pedro@ocotidiano.tk |
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