Um dia.
É difícil crescer. É difícil se deparar com essa vida de gente grande que não sabe bem o que quer. É difícil ter problemas de gente grande.
É estranho sentir que sua única proteção são as quatro pedras que leva nas mãos, prontas para serem atiradas no primeiro inconveniente.
É chato perceber que por causas tão diferentes, aqueles que diziam estar ao seu lado foram embora, voltaram, desaparceram.
É horrível ver que, mesmo tentando fazer tudo direitinho pra que as pessoas que você mais gosta estejam felizes, você percebe que na maior parte do tempo, você só atrapalha. E sem qualquer sutilidade*, essas pessoas que você tanto preza, que você tanto ama, acabam te deixando tão triste, só pelo fato de não perceberem que tudo o que você quer é a felicidade delas.
Nessas horas tenho muita saudade da infância tão fácil que tive, sem esses problemas tão absurdos no meu caminho. Eu tinha comida na boca, andava no colo das pessoas...
Hoje eu conto os dias em que eu não chorei por alguém, e digo, sem a mínima vergonha, que cada dia sem chorar pra mim é uma vitória. Porque nesses dias sei que , ao invés de atrapalhar, eu fiz alguém que amo feliz.
*Sutilidade é uma palavra que não existe em nenhum dicionário, à título de curiosidade. Pelo menos quando me esforço pra ser inteligente, na maioria das vezes eu consigo, tá, acéfala insosa?
posted by Andrea Silveira | dedeiasonic@hotmail.com |
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